ESTUDO BÍBLICO SOBRE UNIDADE, DÍZIMOS E OFERTAS (por Vinícius Anselmo)

Publicado: 4 de julho de 2016 em Todos
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They Were All Filled The miracle of the loaves and fishes illuminates Christ’s concern for our temporal needs as well as our spiritual need...: O objetivo deste texto é trazer uma reflexão ou um despertar sobre a importância da unidade, e o quanto a unidade está totalmente integrado à condição de vida do meu próximo!

Muitos falam que o dinheiro não pode trazer a verdadeira Paz. Mas estão errados!
O seu dinheiro pode trazer sim para você a verdadeira alegria, a verdadeira paz e até, te aproximar de Deus.

Aplique seu dinheiro na vida do seu próximo, e você sentirá a verdadeira alegria, a verdadeira paz e se sentirá mais próximo de Deus!

Vamos agora dar início a um estudo que sem dúvida quebrará muitos achismos e paradigmas da religião em você. Então sugiro que, independente de qual seja sua conclusão após o estudo, foque somente na Palavra de Deus e abandone seus pensamentos próprios e ensinamentos humanos. Fique somente com o que estiver na Palavra de Deus!

Antes de iniciarmos de fato, vou ilustrar brevemente aqui um estudo que foi feito sobre o comportamento humano. O nome é “Análise Comportamental – Experiência Com Macacos”, se preferir assista em vídeo na internet. https://www.youtube.com/watch?v=ffcT2uWQQMM

Pois bem, numa experiência comportamental realizada na Universidade de Kioto, no Japão, um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula, uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.

Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato forte de água gelada nos que estavam no chão. Depois de certo tempo repetindo o experimento, sempre que um dos macacos começava a subir a escada, os outros macacos o pegavam e batiam muito nele, impedindo-o de chegar às bananas.

Após alguns dias de experimento, nenhum macaco tentava mais subir a escada, apesar da tentação das bananas.

Então os cientistas substituíram um dos macacos por outro, vindo de um laboratório distante. A primeira atitude do novo morador foi subir a escada. Mas ele logo foi agarrado pelos outros, que o surraram. Antes mesmo que os cientistas usassem o jato de água gelada.

 Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais tentava subir a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu. Tendo o primeiro substituto participado com grande entusiasmo da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e, afinal, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas, então, ficaram com o grupo de cinco novos macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho gelado, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles por que eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

“Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui!”

Ensina-nos que, quase sempre, copiamos o comportamento da maioria em geral, sem analisar primeiramente se é certo ou errado, muitas vezes fazemos sem pensar o que prejudica a nós mesmos e aos companheiros.

Quanto ao texto a seguir, seja receptivo, analise tudo, retenha o que for bom e jogue fora o que achar não prestar! Só não julgue algo estar errado sem ter base bíblica para comprovar o possível erro. Voltemos à verdade da palavra de Deus!


O AMOR AO DINHEIRO DESTRUIU A UNIDADE

Amai uns aos outros!

Amai o seu próximo como a ti mesmo!

Vivemos isso em sua plenitude?

“Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um.”
– Atos 2:44-45

    “Todos os que creram pensavam e sentiam do mesmo modo. Ninguém dizia que as coisas que possuía eram somente suas, mas todos repartiam uns com os outros TUDO o que tinham. Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e Deus derramava muitas bênçãos sobre todos. Não havia entre eles nenhum necessitado, pois todos os que tinham terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro e o entregavam aos apóstolos. E cada pessoa recebia uma parte, de acordo com a sua necessidade.”
 – Atos 4:32-35

Qual o grande empecilho da religião atual que não nos deixa ou permite viver isso nos dias de hoje? Alguém diria egoísmo? Amor ao dinheiro? Viver em prol de mim mesmo e não de Cristo? Você já passou pela experiência de dar um dízimo ou uma oferta para um templo ou instituição e se sentir satisfeito consigo mesmo? Por ter feito a sua parte como servo de Deus e sociedade? Sentimento de dever cumprido? Mas, e se logo após de você cumprir o seu papel como cristão dos tempos atuais você vier a passar por um necessitado na rua, ou saber que seu próprio irmão está em necessidade. O que você sentiria? Sentimento de dever cumprido ainda?

Segundo a ONU mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo inteiro TODOS OS DIAS! E creio que certa quantia destas é cristã.

Já se perguntou o porquê não existia nenhum necessitado entre o povo da igreja primitiva? A igreja que Cristo Jesus tinha acabado de reformar?

Sem dúvida era porque nenhum dos apóstolos estava buscando se beneficiar com tudo o que o Deus estava fazendo no meio deles, nem com fama, nem com dinheiro, nem com favores dos homens, e muito menos proporcionar uma vida de extremo conforto e vaidade para si mesmo. Ainda não tinham entrado como Paulo diz: “Lobos devoradores” no meio do rebanho com mentes astuciosas, gananciosas, conduzidas pelo maligno, cauterizando outras mentes. E com isso levar um pensamento distorcido do evangelho que ao invés de “Servir e se doar”, seria mais para “Ser servido e receber”.

     “Se alguém ensina falsas doutrinas e não concorda com a sã doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que é segundo a piedade, é orgulhoso e nada entende. Esse tal mostra um interesse doentio por controvérsias e contendas acerca de palavras, que resultam em inveja, brigas, difamações, suspeitas malignas e atritos constantes entre pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro.”
1 Timóteo 6:3-5

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.” – 2 Timóteo 4:3

Você diria que uma das principais dificuldades da igreja atual é com o egoísmo, vaidade ou o dinheiro?

Vamos analisar! Quantos dias do mês você se preocupa com seu dinheiro? Com suas rendas? Com seus bens? Com suas dívidas? Com seus projetos financeiros? Com os seus sonhos? Muitos dias? Agora melhor, quantos dias do mês você se preocupa com a necessidade do seu próximo?

Já parou para pensar quantas pessoas buscam a Deus, mas no íntimo de seu coração estão cheias de segundas intenções? Quantas pessoas lidam com Deus como se fosse seu empregado que resolverá seu problema financeiro, ou pior, quantas pessoas já abandonaram ou nem chegam a se converter ao evangelho por se frustrarem observando como os líderes lidavam e lidam com a cobiça pelo dinheiro? Já se perguntou o porquê nesses últimos dias se misturou tanto Deus com essa obsessão pela prosperidade e esse amor cego pelo dinheiro?

    “Pois onde estiver o seu tesouro (pensamentos), aí também estará o seu coração.” – Mateus 6:21
Em Atos dos Apóstolos fica óbvio que quando Cristo Jesus reformou a Igreja, eles lidavam com seus recursos de uma forma totalmente diferente de como a cultura religiosa atual nos ensina. Mas se Jesus precisou reformar, é porque antes Dele o povo também vivia como nós nos dias de hoje.


ENTENDENDO O CONTEXTO DE MALAQUIAS

Vamos enfim analisar o que as escrituras sagradas nos ensinam a respeito de como devemos lidar com nossos recursos. Deixemos TUDO o que homens e a cultura religiosa nos ensinaram até agora e que o Espírito Santo venha falar por si mesmo através da Bíblia.

Vejamos o trecho mais utilizado para a petição de dízimos…

    “Trazei todos os dízimos ao depósito do templo, para que haja bastante mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.” – Malaquias 3:10

Muitos utilizam deste texto isolado para atemorizar pessoas. Colocando elas contra a parede como se Deus fosse um delator que declarará uma sentença de ódio e fúria, se não derem 10% da sua renda bruta (dinheiro). Ok, agora analise o livro e não somente um texto isolado para retirar proveitos e vantagens. Primeiramente precisamos entender para QUEM É, e PORQUE Malaquias estava escrevendo!

Como veremos no próprio livro, ele estava escrevendo na maior parte para os líderes de Israel, sacerdotes e levitas que se encontravam negligentes, desorientados a cerca das leis, e estavam lidando com Deus de qualquer forma. E o livro também é para Israel por consequência, pois se os líderes pecam, levam o povo a pecar. Eles estavam preocupados demais com suas vidas. Então, Malaquias é levantado porque eles tinham se corrompido.

Outro fator importante para sabermos é que na antiga aliança era da responsabilidade dos sacerdotes e levitas lidarem com os sacrifícios, ofertas e armazenarem os dízimos do povo, para devidos fins que veremos mais a frente.

Malaquias vem com uma palavra contra Israel, como podemos ver logo na primeira frase do livro:

“Uma advertência: a palavra do Senhor CONTRA Israel, por meio de Malaquias.” – Malaquias 1:1

     “O Senhor Todo-Poderoso diz aos SACERDOTES: — O filho respeita o pai, e o escravo respeita o seu senhor. Se eu sou o pai de vocês, por que é que vocês não me respeitam? Se eu sou o seu senhor, por que não me temem? Vocês me desprezam, mas mesmo assim perguntam: “Como foi que te desprezamos”?” Foi com o alimento impuro que vocês me ofereceram no altar. E vocês ainda perguntam: “Como é que estamos te ofendendo?” Pois vocês me ofendem quando acham que têm o direito de profanar o meu altar. E me ofendem também porque pensam que não faz mal me oferecerem animais cegos, aleijados ou doentes. Pois procurem oferecer um animal desses ao governador! Acham que ele o aceitaria com prazer e atenderia os seus pedidos? “Eu, o Senhor Todo Poderoso, falei.” – Malaquias 1:6-8 

    “O Senhor Todo-Poderoso diz: — SACERDOTES, eu estou falando com vocês. Se não obedecerem ao meu mandamento e se não resolverem me honrar, então eu farei cair sobre vocês uma maldição e amaldiçoarei tudo o que vocês recebem pelo trabalho que fazem. Aliás, já os amaldiçoei porque vocês não resolveram me honrar. Vou castigar os seus filhos e esfregar na cara de vocês as fezes dos animais que vocês oferecem em sacrifício. E, além disso, vocês serão levados para o lugar onde as fezes são jogadas.” – Malaquias 2:1-3

 “Mas agora vocês SACERDOTES, estão saindo do caminho certo, E OS SEUS ENSINAMENTOS JÁ FIZEMOS MUITAS PESSOAS PECAREM. Vocês estão quebrando a aliança que fiz com os sacerdotes.” Malaquias 2:8

Ficou claro que Deus está repreendendo os SACERDOTES e LEVITAS (Os Líderes)?

Agora vamos analisar o texto que antecede o tão conhecido Malaquias 3:10. Ficará claro que o senhor está exortando os líderes por negligência e corrupção!

    “O Senhor Todo-Poderoso diz: — Eu enviarei o meu mensageiro para preparar o meu caminho (JOÃO BATISTA). E o Senhor a quem vocês estão procurando vai chegar de repente ao seu Templo. (JESUS ENTROU NO TEMPLO DE REPENTE E ESPULSOU OS QUE COMERCIALIZAVAM – Mateus 21:12-14). E está chegando o mensageiro que vocês esperam, aquele que vai trazer a aliança que farei com vocês. Mas quem poderá aguentar o dia em que ele vier? Quem ficará firme quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo, para nos purificar; será como o sabão, para nos lavar. Ele se sentará para purificar os sacerdotes, e os Levitas (OS LÍDERES), como quem purifica e refina a prata e o ouro no fogo. Assim eles poderão oferecer a Deus os sacrifícios que ele exige. (APÓS O SENHOR TÊ-LOS PURIFICADO). ENTÃO as ofertas trazidas pelo povo de Judá e pelos moradores de Jerusalém agradarão a Deus, como acontecia nos tempos passados. O Senhor Todo Poderoso diz ao seu povo: — Eu virei julgá-los. E darei sem demora o meu testemunho contra todos os que não me respeitam, isto é, os feiticeiros, os adúlteros, os que juram falso, os que exploram os trabalhadores e os que negam os direitos das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros que vivem com vocês.” Malaquias 3:1-5

    Compreendemos aqui que o Senhor não estava se agradando de como estavam sendo feitas e utilizadas às ofertas e os dízimos, pois os líderes estavam negligenciando as leis a este respeito, e não estavam mais fazendo como os seus antepassados! E além de tudo isso, ainda estavam explorando os trabalhadores em seu salário, e negando o direito dos necessitados (Viúvas, Órfãos e Estrangeiros) de usufruírem dos dízimos.

E os sacerdotes ainda estavam aceitando ofertas entregues de qualquer forma, animais doentes e coxos. Deus não estava se agradando do povo estar ofertando qualquer coisa e ainda dos sacerdotes não analisarem e nem repreenderem o povo por isso, pois era a função deles!

Fica claro que no texto todo Deus fala diretamente aos líderes! Então quando chegamos ao famoso texto que fala que estão roubando o Senhor, de quem você acha que Deus está falando?
Vamos analisar…

 “O Senhor diz: — Eu sou o Senhor e não mudo. É por isso que vocês, os descendentes de Jacó, não foram destruídos. Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim (DEUS ESTÁ MANDANDO VOLTARMOS E ANALISARMOS SUAS LEIS), e eu voltarei para vocês. Mas vocês perguntam: “Como é que vamos voltar”?” Eu pergunto: “Será que alguém pode roubar a Deus?” Mas vocês têm roubado e ainda me perguntam: “Como é que estamos te roubando?” Vocês me roubam nos dízimos e nas ofertas. Todos vocês estão me roubando, e por isso eu amaldiçoo a nação toda (Nação de Israel, essa frase de maldição só é válida para os Judeus). Eu, o Senhor Todo Poderoso, ordeno que tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja bastante comida na minha casa (COMIDA? MAS NOS ENSINAM QUE DÍZIMO É DINHEIRO). Ponham-me à prova e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos (CHUVAS, FARTURAS NAS PLANTAÇÕES). Não deixarei que os gafanhotos destruam as suas plantações (GAFANHOTOS SÃO INSETOS QUE SE ALIMENTAM DAS PANTAÇÕES, NÃO SÃO DEMÔNIOS), e as suas parreiras darão muitas uvas. Todos os povos dirão que vocês são felizes, pois vocês vivem numa terra boa e rica (CHEIA DE ALIMENTOS). “Eu, o Senhor Todo-Poderoso, estou falando.” Malaquias 3:6-12 

Todo o povo de Israel estava tendo problemas em suas plantações, e entendemos que o Senhor está repreendendo os LÍDERES de Israel por não dar ou (ENTREGAR AOS NECESSITADOS) o dízimo que no próprio texto de Malaquias nos ensina que é comida.

Mas deve ser porque naquela época não havia dinheiro, correto? Vamos ver mais a frente.

Agora façamos o que Deus nos pede:

“Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim, e eu voltarei para vocês. Mas vocês perguntam: Como é que vamos voltar”? – Malaquias 3:7

    “Lembrem-se da lei do meu servo Moisés, de todos os mandamentos e ensinamentos que eu dei a ele no monte Sinai para todo o povo de Israel obedecer.” – Malaquias 4:4

Já que Deus está falando que o povo estava praticando a lei do dízimo e ofertas incorretamente e os líderes não estavam avaliando e nem entregando corretamente aos necessitados, Ele nos manda voltar ao que foi falado a respeito das leis por Moisés. Será que nos dias de hoje os Líderes também não tem ensinado um fundamento sobre ofertas e dízimos de forma incorreta? Será que nos dias de hoje também o direito dos necessitados não está sendo negado? Será que também não estamos precisando voltar e ver o que sempre esteve estabelecido para nós? Pois a palavra de Deus não muda!

O DÍZIMO ANTES DA LEI
A primeira menção de dízimo na Bíblia foi com Abraão, em Gêneses 14:18-20. Quando ainda nem existia os mandamentos. Foi uma forma de oferta voluntária que Abraão entregou a Melquisedeque. Pois não existia ainda nenhuma lei ou ensino a este respeito de dízimos.

Porém, algo que poucos sabem, por que é pouquíssimo pregado, que existe a Lei do Dízimo na Bíblia, e é para essa Lei que os textos de Malaquias nos instruem a retornarmos.

E lá teremos não só uma menção de dízimo, mais sim da LEI a respeito dos dízimos.


O DÍZIMO NA LEI DE MOISES A.T.

 “Todos os anos juntem uma décima parte de todas as colheitas e levem até o lugar que o Senhor, nosso Deus, tiver escolhido para nele ser adorado. Ali, na presença do Senhor, nosso Deus, comam aquela décima parte dos cereais, do vinho e do azeite e também a primeira cria das vacas e das ovelhas. Façam isso para aprender a temer a Deus para sempre.” – Deuteronômio 14:22-23

Esclarecimentos:

01 • Uma vez ao ano;

02 • Era no local que o Senhor escolheu;

03 • Era para comer com nossa família;

04 • O propósito do dízimo era para que temamos a Deus;

Mas, se o lugar de adoração ficar muito longe, e for impossível levar até lá a décima parte das colheitas com que Deus os abençoou, então façam isto: vendam aquela parte das colheitas, levem o DINHEIRO até o lugar de adoração que o Senhor tiver escolhido e ali comprem tudo o que quiserem comer: carne de vaca ou de carneiro, vinho, bebida forte ou qualquer outra coisa que desejarem. E ali, na presença do Senhor, nosso Deus, vocês e as suas famílias comam essas coisas e se divirtam à vontade.” – Deuteronômio 14:24-26 

05 • Vender o dízimo (alimento) e levar o dinheiro até onde Deus desejar, e ali comprar de volta todo alimento que meu coração desejar, para e eu e minha família desfrutarmos deste alimento? Sim, o texto deixa claro que DÍZIMO É COMIDA E NÃO DINHEIRO, pois já existia dinheiro naquela época, porém dízimo nunca foi dinheiro e sim alimentos.

Agora vem a parte mais importante e que nos conecta com Malaquias.

Porém não esqueçam os levitas que moram nas cidades de vocês. Eles não receberão terras em Canaã, como as outras tribos. De três em três anos juntem a décima parte das colheitas daquele ano e guardem nas cidades onde vocês moram. Essa comida é para os levitas, pois eles não têm terras próprias; é também para os estrangeiros, os órfãos e as viúvas que moram nas cidades de vocês. Assim TODOS eles terão TODA A COMIDA QUE PRECISAREM. “Façam isso para que o Senhor, nosso Deus, abençoe tudo o que a mão de vocês fizer.” – Deuteronômio 14:27-29

06 • De três em três anos o dízimo não era da sua família. Mas sim dos levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas perto de você! (todo tipo de pessoa necessitada da sociedade). 

07 • Ninguém passava necessidades de alimentos. (Totalmente ligado com o primeiro texto que lemos em Atos 2 e 4)

08 • Essa segunda forma do dízimo, que atende o necessitado tem um segundo propósito: Servirá para que o Senhor abençoe o trabalho de nossas mãos!


Observações:

A Lei do Dízimo em Deuteronômios 14 nos ensina que existiam dois tipos de Dízimos. Vejamos:

Primeiro: O dízimo que era entregue no primeiro e no segundo ano era para eu e minha família desfrutarmos, com objetivo de que temamos ao Senhor.

Segundo: O dízimo que era entregue de três em três anos era para os necessitados, com o objetivo de o Senhor abençoar todos os trabalhos das nossas mãos.
Interessante fazermos um paralelo agora com os dois maiores mandamentos do Senhor. Mateus 22:36-39

Primeiro: Amar ao Senhor de todo o coração!

Segundo: Amar ao meu próximo como a mim mesmo!

O primeiro formato de dízimo era para gerar temor pelo Senhor, cumprindo o primeiro mandamento de amá-lo, o segundo formato de dizimo era para atender a necessidade dos irmãos e necessitados a nossa volta, cumprindo o segundo mandamento de amar ao meu próximo como a mim mesmo. Muito importante ressaltarmos que não lemos um texto isolado que fala sobre dízimos, É A LEI DO DÍZIMO! Com ela compreendemos o que era o dízimo, como dizimavam e para que dizimavam.

Outro texto que nos comprova mais um exemplo de fases da história Cristã no qual foi mais uma vez distorcida a lei do dízimo no intuito de tirar proveitos pessoais. Está localizado em: Neemias 13:4-13

O sacerdote Eliasibe ficou responsável pelo DEPÓSITO DO TEMPLO (Local onde se depositava os alimentos que sustentariam os necessitados da sociedade, e até os levitas por não terem terras para plantar). E o líder Eliasibe o sacerdote se achou no direito de deixar seu parente Tobias utilizar como “casa” o local que deveria depositar os alimentos para os necessitados. Ou seja, Tobias desfrutava do que deveria ser dos Levitas e Necessitados. Quando Neemias (homem levantado por Deus para restaurar) ficou sabendo, se indignou muito e expulsou Tobias e reorganizou o lugar de depósito, pois os que necessitavam do depósito do templo já não estavam mais por ali, pois não tinham como sobreviver sem alimentos. Neemias colocou homens de confiança para fazerem a distribuição dos alimentos e tudo se reorganizou.

Essa é só uma vez de tantas outras que os necessitados da sociedade ficaram sem a provisão da igreja. Creio que até aqui você já compreendeu o quanto esse entendimento é perseguido.


A MUDANÇA DO SISTEMA SACERDOTAL

Agora é estritamente importante ressaltar que nosso estudo não saiu do antigo testamento. O dízimo é uma ordem do Sacerdócio Levítico Judaico assim como o sábado e todas as outras leis acerca de diversos assuntos (como o que comer e o que não comer, oferecer sacrifícios, etc), e que Jesus Cristo nosso SUMO Sacerdote, da tribo de Judá segundo a ordem de Melquisedeque, anulou o sacerdócio levítico com toda a sua imposição de salvação apenas pelas leis, conforme fala Paulo na carta aos Hebreus 7:4-22. Só quem é da tribo levítica têm direitos!

“Conforme a Lei de Moisés, os sacerdotes, que são descendentes de Levi, têm o direito de receber do povo à décima parte de tudo”. – Hebreus 7:5.


NOSSO SUMO SACERDOTE JESUS CRISTO NÃO É DA TRIBO DE LEVI, MAS SIM DE JUDÁ!

    “Pois, quando se muda o sacerdócio, a lei também precisa ser mudada. E o nosso Senhor Jesus, a respeito de quem são ditas essas coisas, pertencia à OUTRA TRIBO. E nenhum membro dessa tribo jamais serviu como sacerdote. É sabido que, por nascimento, Jesus, o nosso Senhor, pertencia à TRIBO DE JUDÁ.” Hebreus 7:12-14

Agora deixa eu te perguntar, de qual tribo você é descendente? De JESUS? Sendo comprado pelo sangue derramado na Cruz do calvário e sendo salvo pela graça? Ou de LEVI? Nascido literalmente de uma descendência levítica (Leis)? Se quiser permanecer neste pensamento de dízimos, infelizmente a graça não está proposta para você, mas apenas a Lei, e está obrigado a guardar toda a lei de Moisés, caso contrário já está condenado.

Se você concorda comigo que você é descendente de Jesus o Cristo, sinto te dizer, mas não tem direito nenhum de receber ou dar dízimos. Ou você já leu na palavra de Deus sobre Jesus pedindo ou dando dízimos segundo a Lei?

Olha que interessante:

A primeira menção de dízimo na Bíblia foi através de uma ATITUDE VOLUNTARIA de Abraão, a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque. E que Cristo foi o ÚLTIMO sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hebreus 7:1-3). Muito mais interessante agora seria lembrar que como lemos em deuteronômios 14, o dizimo uma vez ao ano era consumido pelo próprio dizimista e sua família para se alimentar e festejar, mas que de TRÊS em TRÊS anos o dizimo era compartilhado com os Levitas (POIS ELES SIM TINHAM DIREITO) com as Viúvas, os Órfãos e os Peregrinos para se alimentarem e festejarem. (JUNTO COM VOCÊ)

Ou seja, dois anos para você e sua família. Mas o terceiro ano seria para os necessitados!

Agora pensem comigo!

Jesus fez a multiplicação dos pães e peixes para ele e os que o acompanhavam quantas vezes? Duas, correto? E quantas vezes eu utilizo o dízimo para mim e minha família? Duas! Agora uma importante pergunta, quantos anos duraram o ministério de Jesus do seu início ao fim? Três! E de quantos em quantos anos o dízimo era para o necessitado em geral? Três!

Sei que parece loucura, mas me ouso a concluir que: Deus por intermédio de Abraão através de Melquisedeque ofereceu o PRIMEIRO dízimo em forma de atitude voluntária e que Cristo Jesus, se ofereceu como ULTIMO dízimo em atitude voluntária, para nos alimentar através do Espirito Santo até os últimos dias.

    “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” – 1 Coríntios 11:23-26

 

ESCLARECENDO AS PASSAGENS DE DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

Infelizmente, líderes que sabem que o dízimo é uma lei válida somente para o antigo testamento, utilizam das passagens isoladas sobre dízimos do novo testamento para trazer uma justificativa a sua cobiça, dizendo erradamente que o dízimo seria válido na nova aliança.

Vamos analisar os únicos quatro diferentes momentos do novo testamento que fazem de alguma forma menção a dízimo.

e

“Ai de vós, escribas e fariseus (Líderes), hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho (Ervas para temperar a comida), e desprezais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” Mateus 23:23
Esta passagem em Mateus é também repetida de uma forma similar em Lucas 11:42. Nas duas passagens o dízimo é comida e não dinheiro. Jesus falou estas palavras aos fariseus, que eram muito religiosos e guardavam a Lei, e a Lei ainda estava em vigor a eles.

Dizer que somente por Jesus ter falado a estes fariseus que deviam cumprir todas as leis (Com isso também a lei do dízimo, porém sem deixar de cumprir as mais importantes), seria muito ignorante pensar que estas palavras de Jesus dirigidas aos fariseus, são atualmente dirigidas a nós e que com isso também precisaríamos dizimar, já que aqueles fariseus viviam sob as leis do Antigo Testamento, diferentes de nós salvos pelo Novo Testamento.

Cristo, através da sua morte, inaugurou o Novo Pacto, assim efetivando uma mudança na Lei.

    “Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós”. – Lucas 22:20

    “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei”. – Hebreus 7:12

Finalmente, notemos que o dízimo aqui mencionado, por mais que este texto esteja no novo testamento ele não foi voluntário em nenhum sentido da palavra. Jesus lhes diz que “deveis” (tinham o dever de dizimar). O dízimo era mandamento, ordem para todos os judeus e, assim, era obrigatório somente a eles.

Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.Lucas 18:12
Jesus, nesta passagem, está ensinando a parábola acerca do fariseu e do cobrador de impostos. Cristo põe estas palavras na boca do fariseu que se via a si mesmo como justo: “dou os dízimos de tudo quanto possuo”. Cristo está enfatizando (não o dever do cristão no novo testamento entregar o dízimo da lei de Moises aos levitas e necessitados), mas que o homem se via a si mesmo como justo, confiava em suas obras para ser aceitável ante Deus, todavia, embora o melhor que faça, não é justificado aos olhos de Deus.

Repetimos: Cristo está falando acerca de um fariseu que dá o dízimo, ao tempo em que vivia sob a Lei de Moises, não de um cristão dizimando sob a Nova Aliança.

“Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro.” – Hebreus 7:1-10
Nesta longa passagem, o objetivo do autor é mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo (Graça) sobre o sacerdócio levítico (Leis) e, portanto, exortar a nós que lemos para não retornarmos às formas judaicas de adorar, repletas de costumes, templos e sacrifícios. O autor menciona o relato de Abraão pagando dízimos a Melquisedeque, somente para o autor mostrar que, desde que Levi estava nos lombos do patriarca Abraão, na realidade Levi pagou dízimos a Melquisedeque e foi abençoado por ele. Uma vez que é óbvio que o menor é sempre abençoado pelo maior, Melquisedeque e seu sacerdócio são maiores que os levitas e o sacerdócio deles. Aqui, o autor de Hebreus não está mais que reafirmando o fato que Abraão pagou dízimos a Melquisedeque, um fato que já temos falado acima. Esta passagem não está exortando os cristãos do Novo Testamento a darem o dízimo como Abraão o fez (mesmo que só do despojo de guerra e só uma vez na vida). Ao contrário, está instruindo os cristãos a perceberem a excelência de Cristo (Graça), o qual ministra como um sacerdote muitíssimo superior aos levitas (Leis). Portanto, esta passagem não pode ser usada para forçar o dízimo sobre os cristãos da nova aliança. Simplesmente, por ela não ter sido escrita para tratar deste assunto. (O contexto deixará isso claro).
Nestas quatro passagens temos a totalidade do ensino do Novo Testamento sobre o dízimo. Não há nem sequer uma, uma só palavra em todo o Novo Testamento que ordene ou mesmo sugira que crentes, dentro da Nova Aliança, dizimem.

 

ENSINAMENTO QUE JESUS NOS DEU PARA A NOVA ALIANÇA QUE VIMEMOS

Seja qual for o nome atribuído ao dízimo, à realidade é que seja dinheiro, bens, alimentos, ou qualquer outra posse que venhamos a ter, nada dela nos pertence, contudo seja como oferta voluntária. Não são apenas 10% que carregamos a responsabilidade religiosa, mas como precisamos ser imitadores de Jesus, que seja o quanto nos for necessário para suprir quem estiver a nossa volta, seja parente, seja desconhecido.

A realidade é que se realmente não sou mais eu que vivo, e sim Cristo vive em mim, e se eu preciso negar a mim mesmo, pegar a minha cruz e seguir a Jesus: Como posso dizer ser meu algo que possuo?

    Tudo o que me sobra além do que me é necessário, faz uma enorme falta aos necessitados a minha volta!

O Novo Testamento nunca estipula um certo valor percentual como um padrão obrigatório e exigido para nossas contribuições. Ao contrário, as Escrituras declaram: “Cada um contribua segundo propôs no seu coraçãonão com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.– 2 Coríntios 9:7.

O dízimo do Velho Testamento foi uma exigência legal perante a Lei. Os judeus estavam sob a obrigação de dá-lo. O ensino do Novo Testamento sobre o contribuir focaliza o seu caráter voluntário.Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente.– 2 Coríntios 8:3.

Esta contribuição voluntária é exatamente o que Abraão e Jacó estavam praticando antes da instituição da Lei, e é o que todos os cristãos devem estar praticando hoje. Os cristãos de hoje têm a liberdade de ofertar tanto quanto decidam. Se quiserem dar 10% como Abraão e Jacó o fizeram, eles estão perfeitamente livres para tal. No entanto, se decidirem dar 5% ou 50% ou 90%, então podem muito bem fazê-lo. O padrão de suas contribuições não é uma percentagem fixa, mas o exemplo de um maravilhoso Salvador  — “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis. – 2 Coríntios 8:9. Nosso exemplo padrão de contribuir é o próprio Cristo, o qual não deu 10% nem mesmo 50%, mas deu 100%! Ele deu tudo que tinha inclusive sua própria vida, para redimir homens e mulheres pecadores como eu e você!

Uma pessoa muito abastecida de recursos pode se sentir como quem cumpre sua obrigação em ofertar uma porcentagem pequena, porém também pode se sentir extremamente confrontada por Deus a ofertar uma porcentagem muito maior. Principalmente se estiver vivendo uma vida de luxo extravagante e desfrutando indevidamente do que lhe “sobra”, somente para não compartilhar com quem necessita.

Porém uma pessoa desprovida de recursos para si mesma, não deve se sentir na obrigação de ofertar uma porcentagem consideradamente grande. Pois Jesus deixa claro no Novo Tentamento que cada um contribua segundo as suas possibilidades.

    “Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos que viviam na Judéia. E o fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo”.
Atos 11:29-30

Creio que ninguém tenha tão pouco que não possa dar, e ninguém tenha tanto que não possa dar mais.

Recordo-me de um vídeo que assisti no qual me trouxe um grande ensinamento. “Um jovem decidiu fazer um teste e foi a uma praça de alimentação de um shopping e começou a pedir um pedaço de comida aos que estavam comendo, e ele dizia: por favor, me de um pedaço, pois estou com muita fome. Porém, todas as respostas foram parecidas: Saia daqui, aqui não é lugar de pedintes, deixe-me comer em paz. Saindo do shopping o jovem passou em uma lanchonete e comprou uma caixa com algumas esfirras. Foi até o centro da sua cidade e pediu a outro jovem para entregar aquela caixa a um homem necessitado que estava a dormir na praça. O necessitado aceitou obviamente e começou a comer. Enquanto o homem necessitado estava comendo incessantemente, o jovem que comprou as esfirras aproximou-se do necessitado e fez a mesma abordagem que fez as pessoas que estavam no shopping. Porém, a resposta do necessitado foi: Claro meu jovem sente-se aqui e como uma esfirra.

   “Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade.”

Romanos 12:13
Desejo que o efeito deste estudo seja libertar-nos dos grilhões das tradições dos homens e sejamos libertados pela Palavra de Deus.

[… 7- Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. 8- Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos;… 9- E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição... 13- Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes]. – Marcus 7:1-13

Olhai para Jesus como o padrão e exemplo do vosso contribuir. Procurai a Deus diligentemente, sede generosos e prontos a auxiliar, para que entesoureis para vós mesmos o tesouro de uma boa fundação para o futuro, de modo que alcanceis aquela que é a verdadeira vida! “Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar  a vida eterna”. – 1 Tim 6:18-19

Agora faz mais sentido Atos dos Apóstolos, concordam?

    “Pois não existia nenhum necessitado entre eles; porque todos os que possuíam terras ou bens, vendendo-os, traziam o valor que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E os apóstolos repartiam a qualquer um que tivesse necessidade”. – Atos 4:34-35

A realidade é que vivemos uma distorção financeira muito grande nos dias atuais em comparação com a palavra de Deus, uma distorção do povo de Deus e principalmente uma distorção imposta pelos líderes. Pois os recursos da igreja de Cristo, primeiramente deveriam ser voltados diretamente aos necessitados. (Ou você já leu na Bíblia no novo testamento sobre aplicar dinheiro em contrições, terrenos, cachês e etc.?). E todo o gasto demasiado com templos, confortos exagerados, vaidades entre outras coisas, roubam o direito de uma vida um pouco mais digna a cada necessitado. Fora o fato de muitas vezes o próprio necessitado fazer parte do próprio corpo da igreja, porém o restante dos irmãos e a própria liderança está muito mais preocupada com a prosperidade de outros que acabam esquecendo a escassez de alguns. Não generalizo, porém existem muitos casos.

Creio que vocês também sentirão o impacto de reler esses versículos agora. Sem a persuasão de ninguém, mas com o esclarecimento da palavra!

  “Eu, o Senhor Todo Poderoso, ordeno que tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja BASTANTE COMIDA na minha casa. Ponham-me à prova e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos.” – Malaquias 3:10

Agora vamos lembrar o que Jesus fez quando entrou no templo, e viu o lugar que deveria suprir os necessitados lidando de forma totalmente contrária. Ao invés de DOAR e SUPRIR! Estavam comercializando, VENDENDO e COBRANDO!

Com esse entendimento que tivemos até agora, faz ou não sentindo a indignação Dele?

 “Jesus entrou no pátio do Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos cambistas (Negociantes de Dinheiro) e as cadeiras dos que vendiam pombas. Ele lhes disse: — Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será chamada de ‘Casa de Oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões! ENTÃO cegos e coxos iam encontrar Jesus no pátio do Templo, e ele os curava.” – Mateus 21:12-14 

Que incrível, logo após ele expulsar os que estavam no templo com a intenção de tirar proveito de pessoas, os necessitados foram ser supridos no templo.

Gostaria de concluir o raciocínio de que Cristo entregou TUDO em todo o tempo e em momento algum viveu em prol de si. Vamos tentar agora idealizar uma vida cristã atual coerente com a palavra que nos exorta a sermos imitadores de Cristo. Como acha que seria?

Creio que deveríamos viver apenas com o nosso necessário, não precisamos de luxos ou confortos exagerados, afinal Salomão que foi o homem mais rico já nos ensinou que tudo não passa de vaidade, às vezes me parece que possuímos coisas mais para iludir os outros, do que realmente desfrutar delas. Precisamos apenas do necessário, e todo o recurso que o Senhor colocar em nossas mãos que seja além do que necessitamos, deveria ser destinado aos necessitados!

    Concluo que: “TUDO QUE NOS EXCEDE, ROUBAMOS DAQUELE QUE NECESSITA”!

Agora imagina se todo cristão pensasse assim? Não haveria necessitado algum no MUNDO!

Ou apenas uma igreja por bairro, se a igreja mais abastecida de recursos do seu bairro lidasse assim? Não haveria necessitado nenhum em seu bairro!

Agora será que estamos dispostos a pregar essa verdade? Paulo foi perseguido, açoitado e preso por retirar um espírito maligno de uma mulher, porque esse espírito trazia dinheiro fácil e de forma errada aos seus senhores! Atos 16:16-24.

 

APLICANDO A LEI DO DÍZIMO NA NOVA ALIANÇA

Primeiramente precisamos deixar clara a transição da Velha Aliança (Leis), para a Nova Aliança (Graça). Afinal, o dízimo é uma lei igual a todas as outras, por exemplo: Guardar o sábado por completo ao Senhor. Se você quer seguir a uma lei, precisa continuar seguindo todas as outras, porém sabemos que o tempo da lei foi anulado pela morte de Cristo Jesus.

Hebreus oito completo explicará sobre essa transição entre outros textos que vou citar aqui.

    “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.” – Hebreus 7:11-12

Porque o mandamento anterior (Leis) é anulado por causa da sua fraqueza e inutilidade (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus. (Graça).” Hebreus 7:18-19

De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a lei não vem da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, pela fé viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.”
Gálatas 3:9-14

 “Logo, para que serve a lei? Foi ordenada por causa das transgressões.” – Gálatas 3:19

De maneira que a lei nos serviu de guia, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos mais sujeitos a esse guia (Lei).”Gálatas 3:24-25

Creio que com esses textos fica claro que não estamos mais debaixo do domínio da lei. Logo, a lei do dízimo não nos diz mais respeito. Porém precisamos compreender que a lei não é anulada totalmente com a aplicação da nova aliança, mas sim aprimorada. Ou seja, toda lei, tinha um objetivo, um ensinamento espiritual que revelava a vontade de Deus.

Exemplos:

A LEI nos ensina a não matar (Êxodo 20:13).

Na GRAÇA devemos amar até os nossos inimigos (Mateus 5:44).

A LEI nos ensina a não adulterar (Êxodo 20:14).

Na GRAÇA não podemos nem olhar desejando outra mulher (Mateus 5:28).

A LEI nos ensina a guardar o sábado para o Senhor (Êxodo 20:8-11).

Na GRAÇA ele nos convida a negar a nós mesmos, pegar a nossa cruz e segui-lo todos os dias! (Mateus 16:24).

A LEI nos ensina a não cobiçar os bens no nosso irmão (Êxodo 20:17), e ainda a dar 10% dos nossos mantimentos de três e em três anos para suprir o necessitado (Deuteronômios 14:28-29).

Na GRAÇA nos convida a não considerar nossa coisa alguma, pois tudo vem Dele (1 Crônicas 29:14), e a dividir tudo o que temos, afim de que não haja necessitado algum a nossa volta! (Atos 4:34-35).

Como esses exemplos existem vários outros  de aprimoramento da lei para graça.

Aparentemente quando analisamos por esse aspecto, imediatamente tomamos um choque, porque sempre ouvimos mentiras de que no tempo da lei era muito mais exigente do que agora na nova aliança (graça), afinal, agora todos somos filhos. No entanto, agora claramente nos parece que viver na graça aumenta muito mais a exigência de como devemos nos comportar e também da nossa entrega e dedicação. Porém, por mais que na graça nos seja exigido mais, a condenação por outro lado fica mais distante de nós, pois quando estávamos debaixo do domínio da lei, o simples fato do não cumprimento de apenas uma das leis nos condenava. Mas agora na graça, por mais que nos seja exigido mais, temos um mediador que nos perdoa dos nossos pecados, nos ajuda em nossas fraquezas e nos redime da condenação da morte.


O SEU CORAÇÃO AINDA CALCULA PORCENTAGENS?

Precisamos compreender que TUDO o que o Senhor deposita em nossas mãos não é nosso. Desculpe-me a franqueza, mais é um absurdo achar que se dermos 10% do que ganhamos para o Senhor, estaremos fazendo nossa parte.

Se Deus só pode ter acesso a 10% de seu dinheiro vamos ser francos, você ainda não compreendeu o que Jesus falou sobre negar a nós mesmos e nossas vontades para segui-lo, infelizmente você está aprisionado a Mamom e não aliançado com Deus. TUDO o que você possui é graças a Deus, seus recursos, seus bens, sua casa é graças a Deus, seu carro é graças a Deus, seu dinheiro no banco é graças a Deus, seu emprego é graças a Deus, se você respira é graças a Deus. Ou você não sabe que Deus pode retirar tudo que você tem em segundos?

Quer compreender como deve lidar com seus recursos e seus bens embasado na Palavra de Deus? Primeiramente saiba que nada é seu. Após isso saiba que Deus quer que você seja próspero sim, e tenha uma vida digna, porém que você também possa proporcionar isso de certa forma a seu irmão ao seu lado.

Precisamos deixar de lado essa corrida pela prosperidade e riqueza, se venhamos a ser prósperos e ricos, que seja para suprir cada vez mais o aflito. Como a palavra nos ensina em:

“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, A FIM DE QUE, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais PARA toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.” – 2 Coríntios 9:8-11

Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá”.Provérbios 11:24,25

Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer ofertas tão voluntariamente? Porque tudo vem de ti, e do que é teu te damos.” 1 Crônicas 29:14

Tente calcular quantos por cento Jesus deu? Quantos por cento Paulo deu? Quantos por cento Pedro deu? Quantos por cento Você dará? Já que compreendemos que o dízimo não existe na nova aliança, porém tudo o que você possui, pertence ao Senhor, calcule qual a porcentagem dos seus recursos que se voltarão para a vida dos necessitados. E como um de cada sete pessoas no mundo passa fome, na minha consciência deveríamos ser imitadores de Paulo assim como ele é de Cristo Jesus. Dar nosso máximo, afim de que em alguma maneira possamos suprir a dor do aflito. Viver uma vida simples, e principalmente não nos permitir ceder ao consumismo, pois ele não nos permitirá olhar para nosso irmão, e assim cumprir o segundo maior mandamento de Deus. Amar ao nosso próximo como a nós mesmo.
Estamos em um ciclo vicioso de gastar o dinheiro que não temos, para comprar o que não precisamos, para impressionar pessoas que não se importam conosco! É um fato, cartões e mais cartões de créditos, compras parceladas, pagamos hoje o que já compramos há meses, porém a necessidade hoje já é outra. Onde vamos parar? Cadê a história de que é melhor dar do que receber?

    “Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’“. – Atos 20:35

Vejamos o que a palavra de Deus nos ensina na nova Aliança.
    “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões penetram e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem, e onde os ladrões não penetram nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. A candeia do corpo são os olhos. Se estes, pois, forem simples, todo o teu corpo será luminoso; mas se forem maus, todo o teu corpo ficará às escuras. Se, portanto, a luz que há em ti, são trevas, quão densas são as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. NÃO PODEIS SERVIR A DEUS E ÁS RIQUEZAZ. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido?

    Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura?

    Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Assim não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? Ou: Que havemos de beber? Ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas.

    Mas buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não andeis, pois, ansiosos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia bastam os seus próprios males.Mateus 6:19-34

    “Não se deixem dominar pelo amor ao dinheiro e fiquem satisfeitos com o que vocês têm, pois Deus disse: “Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” Portanto, sejamos corajosos e afirmemos: “O Senhor é quem me ajuda, e eu não tenho medo”. Que mal pode alguém me fazer?” – Hebreus 13:5-6

 

COMO A IGREJA PRIMITIVA LIDAVA COM SEUS RECURSOS

É um fato que independente do dízimo ser realmente alimento e não dinheiro, atualmente não temos terras para plantarmos e colhermos uma vez ao ano. Hoje nós trabalhamos para trocar nosso tempo e esforço por dinheiro, e tão logo uma parte desse dinheiro se transforma em alimentos. Vamos ver a partir de agora dentro da palavra de Deus, como a igreja primitiva lidava com seus recursos (dinheiro). Creio que nos ajudará muito a nos posicionar nos dias atuas.
Na nova aliança não se refere a dízimo! Por ser uma lei, foi anulada junto com todas as outras (Hebreus 7.12), porém como compreendemos mais acima, todas as leis foram aprimoradas e não canceladas. Veremos que a nova aliança deixa claro que é preciso contribuir de forma CONSTANTE, GENEROSA E PROPORCIONAL! Podemos chamar de OFERTA VOLUNTÁRIA.

 “Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia. No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade.
Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria
eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência (recursos) aos santos.”-
2 Coríntios 8:1-4

Que impactante! Os irmãos da Macedônia eram muito simples, e eles “SUPLICARAM INSISTENTEMENTE” para poder participar da arrecadação de recursos para suprir aos outros irmãos necessitados! Glória a Deus!

“Agora, completem a obra, para que a forte disposição de realizá-la seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens que vocês possuem. Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem. Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, como está escrito: “Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”. – 2 Coríntios 8:11-15

“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil. Quanto à coleta (arrecadação de recursos) para o povo de Deus, façam como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar. Então, quando eu chegar, entregarei cartas de recomendação aos homens que vocês aprovarem e os mandarei para Jerusalém com a oferta de vocês”. – 1 Coríntios 15:58 a 16:4

Com esses textos eu interpreto que para Paulo a real importância não era a quantia que se iria arrecadar, pois se o fosse, ele estipularia um valor mínimo para oferta como muitos fazem atualmente. Ao contrário disso, ele estimula cada um a ofertar de acordo com o que possui. Com isso, concluo que o foco não era no valor final arrecadado, mais sim a mentalidade gerada e na participação em unidade do corpo!

Agora, porém, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Pois a Macedônia e a Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres dentre os santos de Jerusalém.”
Romanos 15:25-26

    “Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade.”
Romanos 12:13

    “Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos que viviam na Judéia. E o fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo”.
Atos 11:29-30

“Não tenho necessidade de escrever-lhes a respeito dessa assistência aos santos. Reconheço a sua disposição em ajudar e já mostrei aos macedônios o orgulho que tenho de vocês, dizendo-lhes que, desde o ano passado, vocês da Acaia estavam prontos a contribuir; e a dedicação de vocês motivou a muitos. Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam, a fim de que, se alguns macedônios forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês, não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos. Assim, achei necessário recomendar que os irmãos os visitem antes e concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram. Então ela estará pronta como oferta generosa, e não como algo dado com avareza. Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente”.

    Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentado toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra. Como está escrito: “Distribuiu, deu os seus bens aos necessitados; a sua justiça dura para sempre”. Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come também lhes suprirá e aumentará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.

    O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades do povo de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus. Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros. E nas orações que fazem por vocês, eles estarão cheios de amor por vocês, por causa da insuperável graça que Deus tem dado a vocês.
Graças a Deus por seu dom indescritível!”
2 Coríntios 9:1-15
    Glórias a Deus, Paulo aqui chama de “DOM INDESCRITÍVEL” a atitude de compartilhar nossos bens e recursos a fim de suprir a necessidade do nosso irmão!    

    Agora precisamos quebrar alguns paradigmas criados pela religião do século atual. Já identificamos que dízimos não existem mais na nova aliança, agora vamos falar das ofertas. O significado da própria palavra já diz tudo.

“Oferta: Ato de oferecer algo ou ato de doar algo pela própria intenção e bom grado.”
A partir do momento que alguém te exorta ou te conduz a ofertar já não é mais uma oferta, se alguém te induzir ou estipular um valor para você ofertar, essa pessoa está distorcendo o sentido de oferta. Para uma oferta existir, precisa ser feita por vontade própria, tanto a atitude, quanto o valor ou objeto. Ninguém pode dizer o que você tem que ofertar, ou estipular um valor, ou mesmo te obrigar a ofertar, pois se alguém fizer isso, está agindo de forma persuasiva sobre você e por consequência distorcendo o sentido de oferta.

Compreendemos nos textos bíblicos que lemos acima, que existia um momento de ofertório. Porém, quando esse momento era anunciado, cada pessoa ofertava conforme seus recursos. Como Paulo mesmo vai dizer em 1 Coríntios 16:2: E só acontecia a arrecadação de ofertas quando existia um propósito (finalidade) estabelecido para os recursos serem direcionados, não era feito a arrecadação de ofertas a cada reunião. Ele faz questão de avisar para recolherem antes que ele chegasse, pois quando ele chegasse para estar com os irmãos (se reunirem) ele não queria que fosse recolhido nada, para não confundirem o ministério dele como alguém que se aproveitava dos recursos dos irmãos.

“De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário. Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, minhas próprias mãos me supriram. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” – Atos 20:33-35

 A Palavra de Deus a todo o momento vai nos instruir e nos conduzir a nos posicionarmos desta maneira com nossos recursos. Precisamos parar de sermos iludidos pelo que há no mundo.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a vaidade dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” – 1 João 2:15-17

    “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso. Pois aquele que não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, o mandamento que recebemos dele foi este: Que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão.”
– 1 João 4:19-21

    “Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Se alguém é rico e vê o seu irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar que, de fato, ama a Deus? Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de AÇÕES.” – 1 João 3:16-18

    “Por estarem unidos com Cristo, vocês são fortes, o amor dele os anima, e vocês participam do Espírito de Deus. E também são bondosos e misericordiosos uns com os outros. Então peço que me deem a grande satisfação de viverem em harmonia, tendo um mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos. Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros.”
  Filipenses 2:1-4

   “Porque eu livrava o miserável, que clamava como também o órfão que não tinha quem o socorresse. A bênção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva. Vestia-me da justiça, e ela me servia de vestimenta; como manto e diadema era a minha justiça. Eu me fazia de olhos para o cego, e de pés para o coxo. Dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência.” – Jó 29:12-16

    “Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo.” – Gálatas 6:2

    “O Senhor diz: Eu não quero todos esses sacrifícios que vocês me oferecem”. Estou farto de bodes e de animais gordos queimados no altar; estou enjoado do sangue de touros novos, não quero mais carneiros nem cabritos. Quando vocês vêm até a minha presença, quem foi que pediu todo esse corre-corre nos pátios do meu Templo? Não adianta nada me trazerem ofertas; eu odeio o incenso que vocês queimam. Não suporto as Festas da Lua Nova, os sábados e as outras festas religiosas, pois os pecados de vocês estragam tudo isso.

    Lavem-se e purifiquem-se! Não quero mais ver as suas maldades! Parem de fazer o que é mau e aprendam a fazer o que é bom. “Tratem os outros com justiça, socorram os que são explorados, defendam os direitos dos órfãos e protejam as viúvas.” – Isaías 1:11-17

    “Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.” – Deuteronômios 15:11

     O que fizermos apenas por nós mesmos morre conosco. O que fizermos pelos outros e pelo mundo permanece e é imortal!

 

ESCLARECIMENTOS:

Formas e propósitos do Dízimo na antiga aliança Levítica: (Não vivemos mais)

  • Dízimos para comer com minha Família. (1 vez ao ano) – Propósito de que a família temesse ao Senhor todos os dias. – Deuteronômio 14:22-23
  • Dízimos para os Levitas comerem. (de 3 em 3 anos) – Propósito de que o Senhor abençoasse tudo o que as mãos dessa família faziam. – Deuteronômio 14:28-29
  • Dízimos para os Necessitados (Órfão, Viúva e Peregrino) comerem. (de 3 em 3 anos) – Propósito de que o Senhor abençoasse tudo o que as mãos dessa família faziam. – Deuteronômio 14:28-29
  • Dízimos para a Família de Arão comer, pois Arão era o Sumo Sacerdote (Dízimo dos Levitas entregue a Arão – Dízimos dos Dízimos). (de 3 em 3 anos) – Propósito de que todos os da descendência de Levi que não receberam terras fossem supridos. – Números 18:26-28
  • Oração de quem entregava o Dízimo. Deuteronômio 26:12-19
  • Causas ao não cumprimento da lei do dízimo.Deuteronômio 28:18, 23-24, 38-40, 45
  • Promessas ao cumprimento da lei do dízimo. Deuteronômio 28:1-2, 4, 8, 11-12

 

Formas e propósitos das Ofertas Voluntárias na nova aliança em Cristo Jesus: (Vivemos atualmente)

  • Sermos um. (Unidade)

O maior propósito das ofertas voluntárias na nova aliança é trazer a existência do sentido de sermos um em Cristo, sentir a dor que meu irmão sente, e me compadecer da sua necessidade. Vemos isso em sua plenitude em Atos 2:44-46 e a palavra nos ensina que se de fato amarmos a Deus, seremos um com nossos irmãos.

Se alguém é rico e vê o seu irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar que, de fato, amar a Deus?” – 1 João 3:17

  • Propósitos das Ofertas Voluntárias. (No N.T. veremos três propósitos que separaremos em A, B e C)

Permitir que seja suprida toda ou quaisquer necessidades existentes na vida de nossos irmãos (cristãos e não cristãos). E levar a propagação do evangelho de Cristo a toda criatura.

          A – Suprir as necessidades dos cristãos (Nossos irmãos em Cristo):

    “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. Atos 2:44-45

    E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos da nossa família na fé.” – Gálatas 6:9-10

Embora o “façamos bem”  não seja claramente definido, seguramente incluiria o ofertar para satisfazer as necessidades dos que são da nossa família na fé.

    Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos que viviam na Judéia. E o fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo.Atos 11:29-30

    “Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo.Mateus 22:36-39

    Proporcionar na vida do meu próximo o suprimento necessário existente na minha.

          B – Suprir as necessidades dos Obreiros: (Os que exclusivamente dedicam sua vida a Cristo)

Além de usarmos nossos recursos para satisfazer as necessidades dos nossos irmãos e irmãs em Cristo, as escrituras também nos levam a usar nossos recursos para suprir as necessidades dos que trabalham na obra do Senhor integralmente. Consideremos as seguintes passagens:

    “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E Digno é o obreiro do seu salário.” – 1 Timóteo 5:17-18

Neste texto, “honra” significa muito mais que somente respeito, pois, no verso 3 do mesmo capítulo, Paulo manda a Timóteo Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.” Honrar estas viúvas é “prover” para elas (verso 8) e “assisti-las” (verso 16). Portanto, quando Paulo menciona “honrar” os anciãos que trabalham duramente na pregação e ensino da Palavra, imediatamente depois que ele menciona honrar as viúvas. Paulo tem que ter a mesma coisa em mente — prover e assistir aos anciãos com nossos recursos, de modo que possam se dedicar ao trabalho de propagação do evangelho de Cristo e ensino da Palavra. Um ancião ensinador é como um boi que deve ser permitido comer enquanto está debulhando. Em outras palavras, deve ser sustentado e cuidado enquanto está trabalhando com todo esforço. Ele também é como um operário, o qual é digno de seu salário. A uniforme prática apostólica do Novo Testamento foi a de apontar anciãos para suprirem as igrejas que os apóstolos plantavam. Paulo simplesmente está dirigindo as igrejas a assistirem e proverem com seus recursos estes anciãos, de modo que possam dar seu tempo inteiro à tarefa de ministrarem aos santos.

(Observação: Suprir as necessidades dos que trabalham exclusivamente a Deus, não tem nada haver com pagar altíssimos salários a pastores e líderes de igrejas locais, proporcionando a eles uma vida luxuosa na qual nenhum dos próprios membros vive. A palavra de Deus fala “suprir as necessidades” e não “enriquecer”. E muito menos pagar absurdos cachês a cantores e pregadores).

    “E bem sabeis também, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo com respeito a dar e a receber, senão vós somente; Porque também uma e outra vez me mandaram o necessário a Tessalônica. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta. Mas bastante tenho recebido, e tenho abundância. Cheio estou, depois o que recebi de Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus.” – Filipenses 4:15-18

Neste texto o apóstolo Paulo declara expressamente que a Oferta Voluntária que os Filipenses lhe haviam enviado foi como um fragrante aroma, um sacrifício aceitável, e foi agradável a Deus. O próprio Deus nos tem dado sua aprovação para usarmos nossos recursos para sustento de fiéis obreiros cristãos. Portanto, é importante que o povo de Deus utilize seus recursos financeiros para sustentar obreiros cristãos, quer sejam anciãos de uma igreja local, ou evangelistas itinerantes, ou missionários, etc. (Conforme o Espirito Santo conduzir-lhe, pois é necessário que seja voluntário e não exigido).

          C – Suprir as necessidades dos desprovidos: (Pessoas que passam todo tipo de necessidade)

Para finalizar o entendimento sobre “Objetivos das Ofertas Voluntárias” vamos analisar que a Bíblia complementa em suprir as necessidades dos santos e dos obreiros cristãos, as Escrituras também nos mandam usar nossos recursos para suprir os necessitados em geral. Considere os seguintes textos:
    “Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. 34 Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração. – Lucas 12:33-34 

    “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.” – Efésios 4:28 
    Aqui a pessoa que sofre a necessidade não é identificada como crente, mas presumivelmente pode ser qualquer um padecendo privação.

    “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” – Tiago 1:27
    Visitar órfãos e viúvas em suas necessidades tem que significar mais que fazer-lhes uma mera visitinha social. Está implícita, na declaração, a ideia de ajudar estes órfãos e viúvas, o que, sem dúvidas, é ofertar voluntariamente.

Como temos visto, podemos desta maneira resumir o ensino do Novo Testamento sobre O Propósito da Oferta Voluntária da seguinte maneira:
A – Suprir as necessidades dos cristãos; (Nossos irmãos em Cristo).
B – Suprir as necessidades dos Obreiros: (Os que exclusivamente dedicam sua vida a Cristo).
C – Suprir as necessidades dos desprovidos; (Pessoas que passam todo tipo de necessidade).

 

 

  • O que não é o Propósito das Ofertas Voluntárias.

Observe que a oferta voluntária, no Novo Testamento, é sempre para suprir as necessidades das pessoas. Totalmente diferente do que observo atualmente na igreja brasileira. Infelizmente, hoje os recursos das igrejas está fortemente voltado para construções de grandes templos, os quais servem para iludir os olhos de mais e mais cristões, gerando mais e mais dinheiro. Voltado para compras de grandes terrenos, absurdos salários, altíssimos cachês dos “artistas” que são pagos para cantar ou pregar, e outros motivos absurdos no qual tenho visto os recursos do povo de Deus ser aplicado.

Pode ler a Bíblia, nova aliança de Deus do inicio ao fim e você nunca verá igrejas entrando em dívidas para comprar terrenos, construir templos mirabolantes e etc. Creio que a igreja primitiva que Cristo reformou conseguia atender todas as necessidades das pessoas de modo que não havia um sequer necessitado entre eles, pelo fato de não ter “custos extras” algum com templos, dívidas ou grandes salários e cachês.

Intrigantemente, não há nada nas Escrituras exigindo que TODA a nossa oferta voluntária ao Senhor tem que ser primeiramente entregue aos líderes das igrejas, e depois utilizado por eles como bem entenderem. Reparem nesta passagem:

    “Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos”. – Atos 4:34

    Os próprios cristões que traziam as ofertas, ninguém pedia ou cobrava, nenhum apóstolo orientava e muito menos induzia a nenhum cristão a fazer isso, todos por suas próprias vontades, impulsionados pelo Espirito de Deus entregavam aos apóstolos.

De fato, não vejo impedimento algum pela palavra de Deus em compartilhar nossas ofertas com uma congregação local (desde que ela utilize as mesmas para os fins devidos), porém creio que algumas partes das nossas ofertas voluntárias devem ser feitas diretamente de pessoa para pessoa, para preservarmos o anonimato (Mateus 6:1-4).

  • Quanto deve ser a Oferta Voluntária.

Tendo compreendido que dízimo não é uma ação a ser feita na Nova Aliança, como então determinarmos o quanto nós cristãos devemos contribuir? Examinemos três diferentes textos, para colhermos, com esforço e cuidado, algum “real e profundo” entendimento sobre este importante assunto.

Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar.”” – 1 Coríntios 16:1-2
Neste texto, o apóstolo Paulo dá direções à igreja de Corinto: é em proporção ao quanto cada um tem prosperado que eles devem dar na coleta para os santos em Jerusalém, os quais estão em grande pobreza e passando por enormes aflições. Embora não exista nenhuma menção dos cristãos de Corinto darem nenhuma porcentagem estipulada, eles são instruídos a darem proporcionalmente à sua prosperidade. O ponto em foco é simples. “Aqueles com mais dinheiro, dêem mais, aqueles com menos dinheiro, dêem  menos. Claro e simples.”

“… 29 E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia. …” – Atos 11:27-30

Note, na narrativa, que foi proporcionalmente aos seus recursos que os irmãos em Antioquia ofertavam voluntariamente para os irmãos que sofriam na Judéia. Em outras palavras, deram de acordo com suas capacidades.

    “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” – 2 Coríntios 9:7
Aqui, Paulo dá direções à igreja, para que dêem aquilo que têm proposto em seus corações. Note que o apóstolo não lhes diz quanto ofertar, nem lhes impõe uma percentagem fixa como padrão. Ele simplesmente lhes diz que, o que quer que tenham decidido ofertar deve ir em frente e efetivarem a oferta. Muitas vezes, no instante em que vemos uma necessidade, determinamo-nos a dar certa quantia, mas depois, quando o tempo de dar nos alcança, somos tentados a voltar atrás na quantia. Paulo ensina que devemos ser fiéis em fazer o bem segundo o que já tínhamos proposto em nosso coração. Mas note igualmente que o apóstolo Paulo deixa o valor a critério dos Coríntios. Não devemos permitir que outras pessoas gananciosamente nos manipulem ou nos intimidem psicologicamente ou de qualquer outra forma, a levarmos ofertar por um sentimento de culpa ou de pressão. Não pode haver nenhuma manipulação externa em nosso ofertar; o valor tem que ser nossa própria decisão.

 

  • Como devemos lidar com as Ofertas Voluntárias.

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; Para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará publicamente”. – Mateus 6:1-4

Jesus aqui deixa claro que nosso propósito de ofertar jamais pode ser com a intenção de sermos vistos pelos homens ou congratulados por nossa ação. Pelo contrário, precisamos sempre procurar maneiras de suprir a necessidade do nosso próximo, sem que nem ele mesmo saiba quem o ajudou.

 

  • Motivação da Oferta Voluntária.

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”. – João 15:12-13  

Cristo deixa claro aqui qual deve ser nossa motivação ao ofertar, o AMOR. Sim, o amor faz com que nos alegremos em suprir as necessidades do nosso próximo, mesmo que isso nos tenha um alto custo.

 

CONCLUSÃO

Não podemos concluir esse estudo sem deixar claro o quanto esse “simples” assunto de oferta pode realmente influenciar na nossa eternidade.

    “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.Hebreus 9:27,28

Ao homem é permitido morrer apenas uma vez e ser julgado pelas suas atitudes vidas aqui na terra. Lemos agora isso em Hebreus. E sabemos que a salvação do homem é pela fé em Cristo Jesus, porém as escrituras vão nos ensinar que nossos atos de justiça são a comprovação da nossa salvação, não é por eles que seremos salvos, no entanto eles testificam que somos uma nova criatura através de nossa fé em Jesus.

Este próximo texto explicará melhor o quanto é sério nossas atitudes enquanto estamos vivos, pois elas traçarão nossos destinos na eternidade. Esse texto é uma parábola do próprio Jesus, relatando como será o dia do julgamento humano.

E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória, e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas, e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

    Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me, estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me, estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
    E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

    Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos, porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber, sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.

    Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
    Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.
E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”.
Mateus 25:31-46

Esta parábola de Jesus deixa claro que o ponto primordial que conduzirá as pessoas ao Céu ou ao Inferno é a ATITUDE. Porém sempre exercida com o SUPRIR OU O NÃO SUPRIR da necessidade de um aflito (pequenino).

 

UMA ADVERTÊNCIA DA PARTE DE DEUS AOS CRISTÃOS

     “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
    A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz, se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
    Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam, e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas, mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. –
Mateus 6:19-34

    “Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeito. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.”
1 Timóteo 6:8-10

    “Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis. Tenham em mente que a paciência de nosso Senhor significa salvação, como também o nosso amado irmão Paulo lhes escreveu, com a sabedoria que Deus lhe deu.
Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles. Portanto, amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam.
Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém”. –
2 Pedro 3:13-18

 

UMA ADVERTÊNCIA DA PARTE DE DEUS AOS LÍDERES

Agora uma mensagem bíblica aos Profetas que se calam diante de tanta distorção e aos Líderes que negam o direito do órfão, viúva e estrangeiro (Os necessitados em geral da nossa sociedade atual) e ainda exploram o trabalhador em seu salário (Malaquias 3:5).

    “Os pastores são como lobos que despedaçam os animais que mataram. Matam para enriquecer. Os profetas escondem esses pecados como quem pinta de branco uma parede. Eles têm visões falsas e fazem falsas profecias. Afirmam que falam a palavra do Senhor Deus, mas Eu, o Senhor, não falei com eles. O povo da terra enganam e roubam. Eles maltratam os pobres e exploram estrangeiros. — Procurei alguém que construísse uma muralha, alguém que ficasse nos lugares onde as muralhas desmoronaram e que defendesse a terra a fim de que a minha ira não a destruísse; porém não encontrei ninguém.” – Ezequiel 22:27-30

    “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por AVAREZA FARÃO DE VÓS DEGÓCIO com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”. – 2 Pedro 2:1-4

As coisas mudam com as nossas ATITUDES! Não com a nossa OPINIÃO!


(Nota) – 1º

Infelizmente o “Amor pelo Dinheiro” impera nos dias atuais. Se após esse estudo sua mente só conseguiu concluir que você não tem mais a obrigação de retirar 10% da sua renda e entregar a ninguém, você está se posicionando de uma forma ignorante e indo contrário a tudo o que foi falado aqui. Se esse estudo só vez você pensar que pode se livrar dos 10% pregado atualmente, é porque sua mente está totalmente cauterizada pela obsessão ao dinheiro. E seu amor por ele está acima do que deveria ter por Deus.

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. – Mateus 6:24

 

(Nota) – 2º

Exorto aos irmãos a não distorcer, modificar ou utilizar de forma indevida este estudo.

 

(Nota) – 3º

Coloco-me a disposição de quaisquer esclarecimento ou dúvidas.

 

(Nota) – 4º

A parte de “Perguntas e Respostas em Geral” que vem a seguir, não faz parte do estudo. Porém, achei necessário acrescentar pelo fato de sempre que esse estudo foi compartilhado com irmãos, geralmente são essas perguntas que são lançadas a mim.

 

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS EM GERAL:

  • Estipular uma porcentagem mensal para a oferta voluntária é errado?

Quanto a essa questão apenas posso lhe aconselhar.  Na nova aliança (novo testamento) não é mencionado uma porcentagem estipulada para as ofertas voluntárias. Na antiga aliança Deus ordenou uma porcentagem de 10%, porém sabemos que Ele fez isso pelo fato de 10 significar totalidade. (10 é a multiplicação dos números 5 – que significa responsabilidade do homem diante de Deus e 2 – que significa Cristo, como 2º pessoa da Trindade, 2º homem a ser gerado por Deus, ou seja, o número 10 significa a totalidade da responsabilidade do homem diante de Cristo, sua entrega total sem reservas. Fonte do site: palavradoevangelho.com, item: numeração na bíblia).

    Aconselho-te a avaliar seu custo mensal, ver qual é o valor necessário para o sustento da sua família, e assim “definir” uma porcentagem mensal que serão suas ofertas entregues voluntariamente. Sabemos que o homem é inconstante, então creio ser sadio seguir como parâmetro nos dias atuais o fato de Deus ter direcionado uma porcentagem antigamente, acho sábio cada família chegar a uma porcentagem. Porém, nunca fique preso a esta porcentagem, pois pode ter mês que o Senhor queira fazer algo especifico e queira uma oferta voluntária especifica. Exemplo: Barnabé vendeu um campo que tinha e depositou o dinheiro aos pés dos apóstolos, ele fez isso uma vez, não foi sempre. (At 4.36,37)

 

  • Como conscientizar minha família sobre ofertas voluntárias?

Quanto a essa questão apenas posso lhe aconselhar. Ao começar a dar ofertas voluntárias sugiro que esteja em total acordo com seu cônjuge. Hoje, infelizmente, existe muita falta de compreensão bíblica aos casais, pouco se prega sobre esse assunto tão importante, por ser a base familiar. Preciso ressaltar aqui que a vida financeira não fica de fora da compreensão de sermos um com nossa (o) esposa (o).

“Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.”
Efésios 5:31  

Vivemos essa passagem bíblica quando se refere a dormir na mesma cama, quanto a ser uma só carne na vida sexual e em várias outras áreas. Mas porque tanta dificuldade de sermos um também em nossa vida financeira? Venho aqui lhe dar um conselho: Busque ser um neste aspecto também, no inicio pode ser difícil, mais depois verá os frutos. (Se for analisar como era o dízimo na velha aliança, não era por pessoa e sim por família).

    “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.” – Eclesiastes 4:9-12

Uma só renda, um só recurso, um só custo, uma só dívida, uma só oferta, etc. Creio que a vida dos cônjuges no geral deveria ser assim, porém repito: Apenas aconselho-vos com a Palavra de Deus.

Se desejar viver assim, sempre busque a opinião do seu cônjuge para qualquer oferta, e principalmente, defina junto com ele qual a porcentagem que será destinada a oferta voluntária.

 

  • Compreendi que dízimo na nova aliança não existe. Porém, posso entregar minha oferta voluntária em algum lugar ou no local que congrego?

Primeiramente, é importante ressaltar que a pessoa responsável por sua oferta voluntária é você mesmo. Logo, qualquer direcionamento que você der a ela, você será o responsável. Falo isso para finalizar com o pensamento de que a partir do momento que você entrega seus recursos a algum local ou congregação, é ela a responsável. Você daria um valor mensal para uma instituição (mentirosa) sabendo que não utilizarão da forma devida? Duvido!

De qualquer forma, saiba que o Senhor não leva em conta o tempo em que esteve ignorante sobre estes assuntos (Atos 17:30). Porém, Ele te chama a um arrependimento e te exorta a começar a se posicionar corretamente a partir do esclarecimento. Então, comece hoje a caminhar através da palavra de Deus e não de pensamentos de homens.

Porém, se você tem total compreensão de que estão sendo aplicados de forma Bíblica os recursos arrecadados em sua congregação. Seja coparticipante com eles.

É importante enfatizar que se é Deus o dono dos seus recursos, tem que ser Ele a te direcionar aonde aplicá-los mensalmente. Aconselho que, independentemente do que for fazer, deixe sempre uma quantia com você, expressamente separada para a finalidade de socorrer o necessitado. Dessa forma, verá que rapidamente o Senhor te direcionará. Lembre-se sempre da parábola das Ovelhas e dos Bodes (Mateus 25:31-46) ao se deparar com um necessitado.

 

  • Quem seriam os Órfãos, Viúvas e Estrangeiros nos dias atuais, que a Bíblia constantemente menciona?

Órfãos, viúvas e estrangeiros nos nossos dias podem ser entendidos como sendo uma metáfora para definir todos os marginalizados, necessitados e menos favorecidos que nos rodeiam.

 

  • Órfãos

    “Pai dos órfãos e juiz das viúvas é Deus, no seu lugar santo” – Salmos 68:5

    “Órfãos somos sem pai…” – Lamentações 5:3

A orfandade não esta somente na falta de pais biológicos, órfãos são também aqueles que não foram alcançados pela paternidade de Deus. Pai simboliza proteção, cuidado, direcionamento, suprimento. Quando alcançamos o necessitado nessas esferas de proteção, cuidado, direcionamento e suprimento a Paternidade de Deus os alcança e ele entende que tem “Um Pai”, e com isso o sentimento de orfandade é destruído.

 

  • Viúvas

    “Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas”Isaías 1:17

    As viúvas são todos os que vivem à margem da sociedade, sem direito algum, todos que foram “condicionados” a alguma situação que oprime, causa dor, vergonha e necessidade. Todos os que de alguma forma não conseguem mais sustentar-se a si mesmo nem aos seus.

 

  • Estrangeiros

Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito. – Deuteronômio 10:19

    Se rondarmos nossos bairros e outros locais, encontraremos alguns irmãos em situação de moradia nas ruas. A maioria deles não é da nossa própria cidade, são de outras, outros bairros, muitos vem de outros locais e por não ter ajuda de ninguém, acabam fazendo da rua seu lar. Deus nos ordena no versículo acima a amá-los.

    “O Senhor guarda os estrangeiros” – Salmos 146:9

 

  • É errado AJUDAR nos custos do local (prédio ou templo) na qual me reúno com meus irmãos? Exemplo: aluguel, água, luz, despesas de custos mensais com copos descartáveis, materiais de limpeza, etc.

Não. Temos o exemplo sobre o comportamento de alguns irmãos dos EUA, Europa e até no Brasil que dividem o custo e gastos entre as famílias. Como um dos intuitos do estudo também é gerar unidade no corpo, nada mais justo que sermos participante de algo que usufruirmos coletivamente, e compartilharmos as despesas “juntos”.

Porém sempre se baseando nas diversas passagens bíblicas que lemos, não sendo nada obrigado e sempre voluntário.

 

  • Sempre dei dízimos, porém compreendi com esse estudo que dízimo não existe na nova aliança que vivemos. O que faço agora com essa quantia que já estou acostumado a separar?

Essa pergunta é totalmente pessoal, posso apenas lhe aconselhar. Primeiramente, sugiro que avalie suas finanças, e após essa avaliação, terá uma conclusão se a quantia que já está acostumado a separar condiz com sua renda. Por fim, comece a aplicar da forma que a Palavra de Deus nos ensina. Explicado acima em “Propósitos das Ofertas Voluntárias”.

 

  • Sempre aprendi que 10% de tudo que ganho é do Senhor, agora entendi que TUDO que tenho é de Deus e não só 10%. O que faço com os 90% restantes?

Peça direção ao Espirito de Deus para conduzir onde e como deve aplicar seus recursos. Peça ajuda a Deus para estruturar sua vida de uma forma simples e sem muitos gastos, para que de alguma forma seus recursos extras possam auxiliar a dor do aflito e expandir o Reino de Deus.

 

  • Como faço para eliminar esse julgo que colocam sobre mim a respeito do dízimo? Posso ser amaldiçoado?

    “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”. – Romanos 8:1,2

É necessário que você se posicione na verdade da palavra de Deus, e não mais em palavras ou costumes humanos. Infelizmente, hoje existe um sistema religioso que distorce o conceito de ser fiel a Deus. A sua fidelidade a Deus está no seu AMOR por Ele, e não no seu FAZER por Ele, pois qualquer atitude boa, não chega perto de quão bom o Senhor é. (Isaias 64:6)

Não permita mais colocarem sobre você algo que não está de acordo com a Palavra de Deus, pois o próprio Jesus falou algo a respeito dos líderes que fazem isso:

    “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los”. – Mateus 23:3-5

E por fim, de forma alguma homem algum pode dizer que você não será salvo por não entregar determinada quantia. Já foi explicado pela Palavra de Deus que o Senhor abençoará aquele que se compadece do seu próximo e não aquele que entrega uma quantia a um líder sem nem se importar com o que será feito.

Precisamos de uma vez por todas compreender que não seremos salvos pelo cumprir da lei, pois a própria palavra de Deus já nos garante:

    “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus, para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. – Romanos 3:23-26

Com esse entendimento sabemos que seremos salvos pela Graça de Deus e pela Morte de Cristo Jesus. De modo que nenhum homem ou sistema religioso pode colocar quaisquer julgo sobre o homem.

 

  • Esse estudo me confrontou muito, pois compreendi que estava gastando de forma indevida o que é de Deus. Porém, atualmente estou muito endividado.

 Infelizmente, hoje com essa pregação mentirosa de prosperidade, acaba-se trazendo uma consciência errada para os cristões, de que eles só estão sendo abençoados por Deus se possuir muitos bens. Levando assim muitos a um consumismo exagerado e uma forma indevida de lidar com suas finanças.

Primeiramente, estude um pouco sobre “administração financeira do lar”, existem muitos vídeos e matérias na internet que auxiliam nisso. Posteriormente, monte uma lista ou planilha a qual contenha o seu real “custo necessário de vida atual”. Exemplos: água, luz, comida, etc. Após isso, monte uma segunda planilha com as suas dívidas atuais. Assim, você conseguirá analisar tudo o que sobra mensalmente do seu custo necessário e assim aplicar o restante na finalidade de sanar as dívidas.

Uma vez esteja com as dívidas sanadas, analise qual o custo necessário para sua família viver de forma sadia e simples, e assim, conseguirá de certa forma auxiliar o aflito aproximando-se do que a Palavra de Deus nos ensina.

 

  • Atualmente, damos 10% da nossa renda, e muitas vezes acabamos nos endividando ou faltando com os recursos necessários para nossa família, pois nossa renda é aproximadamente R$500,00. Posso diminuir nossa oferta?

Como foi falado mais acima em “Quanto deve ser a Oferta Voluntária”, a Palavra de Deus no Novo Testamento não nos exige certo valor mensal, porém nos ensina que cada um contribua segundo seus recursos. Então, se sinta totalmente livre para suprir primeiramente a necessidade de sua família e, após estar suprida, você poderá ofertar voluntariamente.

Lembre-se, muito mais que uma oferta financeira, Deus quer que você se oferte a Ele, com seu corpo, alma e mente. Deus não precisa de seu dinheiro, ele quer seu coração. E através de sua vida totalmente entregue a Ele, creio que essa seria a melhor oferta que poderia entrega-Lo.

 

  • Atualmente damos 10%, e muitas vezes acabamos sendo confrontados com o valor que nos sobra, pois ganhamos aproximadamente R$15.000,00. Podemos aumentar nossa oferta?

 Como foi falado mais acima em “Quanto deve ser a Oferta Voluntária”, a Palavra de Deus no Novo Testamento não nos exige certo valor mensal, porém nos ensina que cada um contribua segundo seus recursos.

Como seus recursos são mais favorecidos, sugiro que você estipule um valor de consumo familiar. Existem empresários cristãos e até não cristãos que são muitíssimos favorecidos financeiramente, porém não se dobraram ao consumismo e enxergaram que o que ganham vai muito além do que necessitam. Com isso, vivem muitas vezes com até 10% de sua renda e destinam todo o restante como oferta voluntária.

  

  • Oferta é só dinheiro?

     “Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois se conservaram castos e seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá. Foram comprados dentre os homens e ofertados como primícias a Deus e ao Cordeiro”.Apocalipse 14:4

    Este é apenas um de tantos outros textos bíblicos que nos demostram outras formas de se ofertar a Deus. Neste texto é comparado como uma excelentíssima oferta a Deus, todo aquele que se manteve virgem e consagrado a Deus em sua vida.

Muito antes de qualquer valor financeiro, a nossa própria vida é uma oferta. Assim como compreendemos na parábola das Ovelhas e dos Bodes (Mateus 25:31-46). Você dar um copo de água, ou apenas fazer uma visita a um necessitado e isso é uma oferta. Por isso, compreendemos que ninguém possui tampouco que não possa ofertar. Sendo mais claro, se você respira e está vivo, está apto a poder ofertar.

    “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. – 1 Coríntios 10:31

 Honramos a Deus com nossas ações e não somente com nosso dinheiro.

  

  • É errado pagar ou estipular valores para Cuidar, Pregar, Ministrar ou Cantar?

     “Ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel, e indo pregai, dizendo: O Reino do céu chegou. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios, DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI.” – Mateus 10:6-8

 A palavra de Deus é bem clara, TUDO o que recebemos do Espirito de Deus de graça, de forma nenhuma podemos COBRAR ou PAGAR por isso. Seria como barganharmos por algo que não existe valor.

  

  • Sou Líder de uma congregação. Posso continuar pedindo dízimos?

     “E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação”.Números 18:21

     “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos (israelitas), ainda que tenham saído dos lombos de Abraão”. – Hebreus 7:5

     Quando Jesus veio, o sacerdócio que era exercido pelos levitas foi mudado: de Sacerdócio Levita passou a ser Sacerdócio de Cristo Jesus. E com essa mudança do sacerdócio, se é necessário mudar as leis.

     “Pois, quando se muda o sacerdócio, a lei também precisa ser mudada. E o nosso Senhor Jesus, a respeito de quem são ditas essas coisas, pertencia à outra tribo. E nenhum membro dessa tribo jamais serviu como sacerdote. É sabido que, por nascimento, Jesus, o nosso Senhor, pertencia à tribo de Judá.” – Hebreus 7:12-14

     Se você é um pastor dos dias atuais, DEFINITIVAMENTE através da luz da palavra de Deus você não tem direito algum a pedir ou receber dízimos.

 Quanto as “Ofertas Voluntárias” compreendemos nos textos bíblicos que lemos acima, que existia um momento de ofertório. Porém, quando esse momento era anunciado, cada pessoa ofertava conforme seus recursos. Como Paulo mesmo vai dizer em 1 Coríntios 16:2: E só acontecia a arrecadação de ofertas quando existia um propósito (finalidade) estabelecido para os recursos serem direcionados, não era feito a arrecadação de ofertas a todo momento. Ele faz questão de avisar para recolherem antes que ele chegasse, pois quando ele chegasse para estar com os irmãos (se reunirem) ele não queria que fosse recolhido nada, para não confundirem o ministério dele como alguém que se aproveitava dos recursos dos irmãos.

 

  • Sou um dos líderes de uma congregação. Como sustentamos o templo agora que compreendemos que não temos direitos de pedir dízimos? (Pois não somos descendentes de Levi, e sim de Cristo).

Primeiramente, precisamos compreender que o próprio Senhor Jesus aboliu a nossa prática religiosa com o entendimento que a “presença Dele somente estaria dentro de templos”.

    “Jesus lhes respondeu: Destruirei esse templo e o reedificarei em três dias”. – João 2:19

Esta passagem ocorreu logo após Jesus entrar no templo e expulsar os que estavam comercializando coisas ali dentro no intuito de tirar proveito dos outros irmãos. Jesus deixa claro que iria destruir aquele templo e reconstrui-lo em três dias, porém sabemos que Ele não estava se referindo a uma destruição física, porém espiritual, e a reconstrução em três dias, também não seria física, porém espiritual. Como nos esclarece:

    “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”. – 1 Coríntios 15:3,4

Contudo, sabemos que atualmente somos nós o templo de Cristo, como fala em 1 Coríntios.

    “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós”? – 1 Coríntios 3:16

A igreja de Cristo no novo testamento (Nova Aliança) está constituída pela junção dos cristãos e não no local onde se reúnem. Como o próprio Jesus Cristo nos ensina:

    “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. – Mateus 18:20

E temos como comprovação Bíblica que a igreja de Atos, a igreja que Jesus tinha acabado de reformar, se reunia constantemente em casas.

    “E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam”. – Atos 12:12

    “Saudai a Asíncrito, a Flegonte, a Hermes, a Pátrobas, a Hermas, e aos irmãos que reúne com eles em sua casa”. – Romanos 16:14

    “Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que reúnem com eles em sua casa”. – Romanos 16:15

Porém, precisamos ser sensatos e compreender que dependendo do número de irmãos que se reúnem como igreja, fica impossível estarem dentro de uma casa. Imagine cinco mil pessoas dentro de sua casa?

Logo, aconselho a fazer com o templo (prédio) o mesmo que Jesus instruiu a fazermos com nossas próprias vidas: viver de forma simples e sem muitos gastos, afim de que possamos socorrer o aflito (que é uma das reais finalidades da igreja). Ou seja, ter o mínimo de custo com o local que se reúnem, e assim poderão suprir com maior eficácia os necessitados, e propagar com mais energia o Reino de Deus.

Imagine uma congregação com cinco mil membros, que alugam o prédio mais barato que acham em sua cidade, pois compreenderam que não precisam estar localizados na esquina mais cara da região. Equipam esse prédio da forma mais simples possível já que o próprio Cristo não tinha nem onde reclinar a cabeça. Não possuem custos extras com altos salários nem com cachês caríssimos de “artistas” e “pregadores”, pois compreendem que o Espirito é o mesmo que abita em todos em nós e o que nos foi dado de graça, de graça daremos.

E com isso, suas ofertas voluntárias conseguem ser revertidas quase que totalmente ao propósito de suprir a necessidade dos aflitos da cidade, dos cristãos da sua própria congregação e para manter missionários por todo o País. (Essa era a Igreja que Cristo reformou).

Infelizmente, o Brasil é um dos países atualmente no qual essa mentira quanto aos dízimos mais se distorceu. Alguns templos dos Estados Unidos, da Europa e pouquíssimos no Brasil sobrevivem da seguinte forma: calculam o seu custo mensal e dividem pela quantidade de famílias aliançadas como corpo. O restante é aplicado ao necessitado e na expansão do evangelho.

 

  • Sou Líder de uma congregação. É certo receber um salário?

Quando Paulo fala em 1 Coríntios 9, ele vai explicar que os que anunciam o evangelho possuem direitos de viver do evangelho.

Porém o mesmo Paulo vai falar mais a frente em 1 Coríntios 9:15 que de forma alguma ele estava ensinando isso para que seja feito assim a ele, pois ele expressa que para ele seria melhor MORRER do que VIVER SENDO SUPRIDO SOMENTE PELA IGREJA, ele fala que essa honra ninguém tiraria dele.

Creio que nos dias de Paulo deveria estar sendo igual nos dias de hoje. Uma distorção e uma manipulação financeira muito grande, com “falsos homens de Deus” distorcendo a Palavra de Deus para tirar proveitos dos homens. Com isso, ele não se permite viver sendo sustentado somente pelos irmãos e faz questão de suprir suas próprias necessidades e ainda dos que caminhavam junto a ele. Como podemos ver em Atos 20:33-35.

Porém, se mesmo assim desejar continuar sendo suprido pelo corpo de Cristo, não estará em erro com a Palavra de Deus. No entanto, gostaria de te aconselhar que seu sustento mensal não seja de tal modo que lhe proporcione um conforto que nem mesmo seus irmãos em Cristo possuem. Lembre-se que Cristo veio servir e não ser servido.

 

Marcus Vinicius de Souza Anselmo
Servo do Senhor, coparticipante de parte da Igreja de Cristo que se reúne no Rio de Janeiro – Brasil.

A Paz de Jesus Cristo a todos
Que a palavra de Deus seja a lâmpada a iluminar nossos caminhos

Coloco-me como servo de todos os leitores para quaisquer necessidades ou esclarecimentos.
Contato: viniciusanselmo@gmail.com – Favor colocar no assunto do e-mail “Unidade, Dízimos e Ofertas”.

Links:
Áudio do estudo:
Parte 01
Parte 02

PDF para download:

Estudo sobre Unidade, Dízimos e Oferta

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