O Culto Racional

Publicado: 10 de agosto de 2009 em Todos

primitiva

“Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Romanos 12.1

É comum ouvir no meio evangélico e principalmente nas Igrejas e nos cultos o termo “Culto Racional”, porém ao longo dos anos tem sido interpretado de uma maneira completamente errada. Normalmente ouvimos isso associado à liturgia do culto, dizendo que o culto tem que ter uma programação em que o dirigente vai abrir o culto e depois mandar a Igreja ficar de pé para cantar alguns hinos, depois manda a Igreja se sentar de novo, passam para o momento de ofertório e o culto se encerra após um sermão, isso tudo dentro de uma hora ou duas dependendo da Igreja, um “culto” humanamente organizado. E com isso muitos de nós achamos que estamos cultuando a Deus e cultuando-o com um “Culto Racional”, mas vamos analisar o versículo:

“Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus…” Aqui Paulo não está pedindo, não está convidando gentilmente, não está dando um conselho, ele está “ROGANDO”, ou seja ele está suplicando com muita instância, sabe quando usamos a frase: “Pelo amor de Deus não faça isso!!!”, é mais ou menos nesse sentido: “Pela misericórdia de Deus, faça isso!!!” Paulo está exortando aos Romanos para que se ofereçam a Deus em sacrifício ou como um próprio sacrifício, e que esse sacrifício deveria ser vivo, santo e agradável e que exatamente esse sacrifício vivo, santo e agradável era o Culto Racional. “… que é o culto racional”.

Provavelmente você já deve ter ouvido um convite desse tipo: “Vamos ao culto no domingo a noite!?” ou “Ontem o culto foi uma benção” . Seria razoável dizer que oferecemos a Deus cultos apenas uma vez na semana aos domingos!? Em um determinado horário!? Vejamos o que Paulo tem a dizer: “Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis o vosso corpo…”, Paulo fala que devemos apresentar o nosso corpo, literalmente, nosso corpo, pernas, olhos, ouvidos, braços, boca e etc… consagrados para a vontade de Deus:

“…nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (Rom. 6.13)

E o “vosso corpo” também fala da própria vida, que deve ser oferecida como um sacrifício vivo. Vai muito além de uma simples visita a Igreja no domingo à noite. Saímos do culto e vamos em direção aos nossos lares achando que cumprimos o nosso dever de prestar a Deus um culto racional. Seria bastante fácil se Paulo tivesse dito: “Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus que vão aos cultos nos domingos à noite e participem da programação que é o vosso culto racional.” Mas graças a Deus Paulo era um homem comprometido com o evangelho de Cristo.

Para entendermos melhor a questão do sacrifício voltemos à antiga aliança:

O Holocausto

Na antiga aliança encontramos uma oferta chamada holocausto (Ex.29.1,18,42; Lv.1.3 etc…), lembrando que oferta é aquilo que damos voluntariamente, ou seja aquilo que oferecemos ao Senhor por livre e espontânea vontade “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.” 2Co.9.7 e também Ex.25.2, e as ofertas que normalmente eram oferecidas ali no altar de holocaustos eram novilhos ou cabritos ou bois, segundo aquilo que estava determinado, esse sacrifício precisava ser perfeito, o cordeiro não podia ser muito velho tinha que ter no máximo um ano de idade, nem deficiente físico, nem com manchas, tinha que ser perfeito, se não o Senhor não aceitava. Antes de a oferta ser colocada sobre o altar ela era rigorosamente avaliada pelo sacerdote, então era colocada sobre o altar do holocausto onde metiam fogo até ser completamente consumida pelo fogo, pois era para o Senhor (Ex.29.18).

Imagine você indo até ao altar de holocausto para entregar ao Senhor uma oferta, para ser sacrificada e colocada em cima do altar para ser queimada para o Senhor, mas dessa vez a oferta não é de bois, nem de carneiros, nem de novilhos, a oferta é você mesmo, sua própria vida: “… apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo…”

Grande Abraço e aguardem a 2ª parte
Jades Rogério // Blog projeto Maranata

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comentários
  1. Renata disse:

    Muito edificante .

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